Porque o tamanho importa: Q9 é o maior Audi de sempre

A Audi prossegue a escalada ao "luxo supremo" com o intimidante Q9, um SUV em forma de "tanque" exemplificado nos 5,31 metros que tem de comprimento, a confirmar ao vivo quando chegar aos concessionários nacionais no início do Outono.

Assegurado está um elevado nível de conforto neste novo topo de gama, seja nas configurações de seis ou de sete lugares, num ambiente onde ressalta a tecnologia embarcada.

A curiosidade está mesmo no sistema motriz que o alimenta nesta primeira fase de lançamento: o mesmo V6 TDI de 3.0 litros que equipa o recente Audi Q7, apoiado pela nova tecnologia híbrida Mhev Plus de 48 volts.

É grande, muito grande mesmo…

É a primeira vez que a marca dos quatro anéis usa o número 9 num modelo de produção como topo de gama da sua linha de SUV premium, e o resultado final é mais do que evidente.

Espampanante como poucos (atente-se nas jantes que podem ir de 20 a 23 polegadas), o Q9 dá prioridade óbvia ao espaço e ao conforto mas, acima de tudo, à tecnologia embarcada que quase faz dele um escritório sobre rodas.

Com os seus 5,31 metros de comprimento por 2,21 de largura, com os retrovisores laterais abertos, e 1,81 de altura, o SUV torna-se no maior Audi de produção que já saiu das suas fábricas, confirmado pela enorme grelha luminosa que decora toda a área frontal.

Apontado preferencialmente à América do Norte, exibe um capô e um tejadilho panorâmico praticamente horizontais, bem enquadrados pelas superfícies laterais lisas com contornos suaves.

Apenas se evidencia uma saliência mais pronunciada sobre os guarda-lamas traseiros, abaixo duma linha de cintura também ela recta, enquanto a porta da bagageira quase vertical e a generosa largura sugerem um espaço interno levado ao máximo.

Atrás exibe farolins com uns estreantes módulos OLED curvos a nível mundial, suportados por uma fina linha luminosa horizontal em tudo semelhante à que decora o Q7.

… com espaço de sobra a bordo!

Seis ou sete adultos podem acomodar-se a bordo com todo o conforto, segundo a configuração escolhida, como justificam os 3,14 metros que separam os dois eixos; a bagageira oferece até 700 litros de capacidade com a terceira fila rebatida.

Os bancos desportivos à frente, dispõem de funções de aquecimento, ventilação e massagem, com os traseiros individuais na opção de seis lugares a poderem ser ajustados por via eléctrica, sendo dada a opção de serem aquecidos.

A qualidade dos materiais e dos acabamentos são irrepreensíveis, e o ambiente tecnológico está patente na instrumentação de 11,9 polegadas, alinhado com o ecrã central táctil de 14,5 e com o visor multimédia de 12,3 para o acompanhante.

Baseado no Android Automotive, o sistema de infoentretenimento é complementado pelo assistente vocal da Audi, reforçado pela inteligência artificial generativa do ChatGPT, e inclui ainda um sistema áudio Bang & Olufsen de 1.360 watts.

Carregador sem fios para dois telemóveis e várias entradas USB-C completam o conjunto mas curioso é o destaque ao tamanho do porta-copos para recipientes no padrão norte-americano, a revelar o principal mercado ao qual o Q9 se destina.

Este SUV é também o primeiro Audi a dispor de portas com abertura e fecho totalmente automáticos a partir de vários pontos de comando ou por via remota através da aplicação myAudi.

Diesel não fica para trás…

A Audi volta a fazer uma escolha inusitada ao "recuperar" o mesmo bloco V6 TDI de 3.0 litros que alimenta o Q7, apoiado pela nova tecnologia híbrida Mhev Plus de 48 volts, e um compressor eléctrico para melhorar a resposta a baixas rotações.

Seja na versão de 299 cv e 630 Nm, seja na de 245 cv e 500 Nm destinada a certos mercados europeus, ambas somam mais 18 kW (24 cv) e 370 Nm dadas pelo propulsor eléctrico nos arranques e nas acelerações.

As duas opções estão acoplados à transmissão automática Tiptronic de oito relações, e à tracção integral quattro pontuada por um novo diferencial autoblocante central.

Anunciado está igualmente um desportivo SQ9 equipado com o mesmo V8 biturbo de 4.0 litros com 600 cv que alimenta o SQ7, mas reservado apenas para os mercados da América do Norte.

… apoiado numa mecânica evoluída

O Q9 "repousa" de série numa suspensão pneumática adaptativa regulável até 9 cm de altura – a desportiva adaptativa com amortecimento controlado é opcional –, sendo dada a possibilidade das rodas traseiras virarem até um ângulo de cinco graus.

Semelhante ao Q7 é o sistema de travagem, composto por discos de 400 mm "presos" por pinças fixas de seis pistões, sendo os traseiros de 350 mm.

E depois são os apoios à condução muito completos a facilitarem a condução urbana, mas de preferência na auto-estrada face ao seu tamanho, para melhor usufruir do assistente adaptative plus com sistema "mãos- livres".

Ainda sem preço definido, o Audi Q9 chega aos concessionários nacionais no Outono, mas apenas com o V6 TDI de 299 cv nesta fase de lançamento.

Texto: P.R.S.

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